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Santarém e Montemor: as 6 pegas da corrida do dilúvio

Miguel Alvarenga – A Banda recolheu aos corredores da Monumental, não fosse estragarem-se os instrumentos, assim que caiu o primeiro dos dilúvios que ontem tornaram a corrida de Santarém a mais disparatada da temporada, sem que estivessem reunidas as mínimas condições para que o espectáculo prosseguisse. Mas nós, cronistas e fotógrafos, continuámos ali que nem heróis, arriscando avarias no material fotográfico, para que não faltassem imagens – nem as palavras – de uma tourada que não deveria ter acontecido…

Lembro-me – e o meu querido amigo António Manuel Barata Gomes lembra-se tão bem como eu, fomos juntos do Hotel Rio para a praça e voltámos juntos da praça para o Hotel Rio – de, não há muitos anos, ter caído um dilúvio igual ao de ontem em Badajoz, precisamente no dia de São João, 24 de Junho, ficando a corrida (em que actuavam Pablo Hermoso e dois matadores) de imediato suspensa. Como ontem devia ter acontecido em Santarém e, incompreensivelmente, não aconteceu. Mas Espanha é Espanha e Portugal é um permanente disparate…

Enfim, no meio da chuvada toda, consegui na mesma captar imagens das seis pegas dos grupos de Santarém e Montemor – e isso é que é importante. Estão aqui.

Não é preciso continuar a chover no molhado, o que tinha a dizer já aqui deixei escrito ontem e não me vou repetir. A corrida deveria ter sido imediatamente suspensa e nunca, em tempo algum, se deveria ter sujeitado o respeitável público a tão grande sacrifício como aquele que ontem todos fizemos, assistindo ao desenrolar das quatro primeiras lides e das quatro primeiras pegas debaixo de água.

Rui Fernandes, director de lide, teve culpas no cartório, permitindo que o festejo continuasse naquelas condições. A Associação Sector 9 teve culpas no cartório. A directora de corrida Ana Pimenta teve culpas no cartório. Mas, enfim, em Portugal as coisas são como são. E o público, o maior triunfador da tarde, permitiu, sem pestanejar, que aquele disparate todo acontecesse…

Os cavaleiros arriscaram, os bandarilheiros arriscaram, os forcados arriscaram, apesar das condições quase impraticáveis do piso da arena. Só por sorte não houve uma desgraça. E os ganadeiros, em tarde de concurso de ganadarias, também não pestanejaram, apesar de, com um piso naquelas condições, poderem verificar-se condicionamentos quanto ao comportamento e andamento dos toiros, muitos deles patinaram e espalharam-se ao comprido na arena…

Mas o que lá vai, lá vai, foi uma tarde de perfeito disparate e sem condições para a realização de uma touradas – mas vamos às pegas.

Santarém pegou dois toiros à primeira e um à segunda; e Montemor pegou um à primeira, um à terceira e outro à segunda. 

Salvador Ribeiro de Almeida foi o forcado de cara na primeira pega da corrida, ao toiro de Manuel Veiga (530 quilos), que não fez mal, foi pelo seu caminho, deu um primeiro derrote alto, mas o forcado não desarmou, fechado com decisão e muito bem apoiado pela excelente primeira ajuda do companheiro. Havia já muito pouco público na praça quando Salvador pegou o toiro, começara entretanto a cair forte chuvada. Foi bem ajudado pelos companheiros e concretizou ao primeiro intento. Mas pouca gente viu…

A segunda pega dos Amadores de Santarém, ao terceiro toiro, de Assunção Coimbra (490 quilos) foi consumada também à primeira, sem problemas de maior, por Caetano Gallego, de novo bem ajudado por todos os companheiros.

E a terceira, ao quinto toiro, duro e exigente, da ganadaria Dr. António Silva, foi consumada à segunda tentativa por Francisco Cabaço, que se tem vindo a revelar como um forcado poderoso e valente. Brutalmente derrotado na primeira tentativa, pegou com todo o valor à segunda, com o Grupo a ajudar em grande, sofrendo um pequeno corte no lábio.

Destaque para as intervenções brilhantes do grande rabejador do Grupo de Santarém, Miguel Tavares. Um todo-poderoso.

O Grupo de Montemor levou ontem com os três mais possantes (maiores, pelo menos) toiros do Concurso de Ganadarias: o de Vinhas com 635 quilos, pegado à primeira, com a arte e o valor de sempre, por Francisco Maria Borges, o forcado-perfeccionista, bonito a citar, perfeito a recuar, mandando, fechando-se com decisão e depois muito bem ajudado pelos companheiros, com uma primeira ajuda imponente do cabo António Pena Monteiro, que ontem esteve, como sempre, em grande destaque nas três pegas do seu Grupo; o de Dr. António Silva, toiro exigente e poderoso, com 590 quilos, que o valente e poderoso Vasco Ponce pegou à terceira tentativa, depois de sofrer violentíssimos e brutais derrotes nas duas primeiras, com ajuda monumental do cabo António Cortes Pena Monteiro; e o de Veiga Teixeira (630 quilos), um toiro exigente e com teclas, brilhantemente pegado à segunda pelo heróico José Maria Cortes Pena Monteiro, outro forcado de eleição, com espectacular ajuda de seu irmão, o cabo António Cortes Pena Monteiro (um forcadão em qualquer parte do mundo!). 

Aplausos (dos mais fortes!) para todo o Grupo, como sempre «a ajudar à Montemor», e para o enorme e emblemático rabejador Francisco Godinho – um portento de valor!

Alguns brindes a destacar: Ribeiro de Almeida brindou a primeira pega dos Amadores de Santarém a Gonçalo Santos Andrade, vice-presidente da CAP; Francisco Borges (Montemor) brindou a sua pega aos companheiros de Santarém; Francisco Cabaço (Santarém) dedicou a sua pega ao grande Nuno Megre, glória eterna do Grupo; e José Maria Pena Monteiro brindou a última pega aos dinâmicos membros da Associação Sector 9.

Fique agora com as sequências das seis pegas; a seguir não perca os melhores momentos (as fotos possíveis, captadas em condições adversas) dos três cavaleiros – Rui Fernandes, João Moura Jr. e João Ribeiro Telles – e, mais logo, não perca as fotos dos Encharcados (vulgo Famosos, mas desta vez molhadinhos… embora os tenhamos apanhado quase todos ao início da corrida, quando ainda fazia sol).

Fotos M. Alvarenga


Formação do GFA de Santarém nas cortesias


E a formação do GFA de Montemor também nas cortesias


Salvador Ribeiro de Almeida (Santarém) na primeira pega da
tarde (à chuva), à primeira, ao toiro de M. Veiga, com grande
e decisiva intervenção do primeiro ajuda e de todo o Grupo


Técnica perfeita, poderio e a arte de sempre. A grande pega de
Francisco Borges (Montemor) ao toiro de Vinhas (635 quilos!)
com grande ajuda do cabo António Cortes Pena Monteiro


Excelente e rija pega de Caetano Gallego (Santarém) ao
toiro de Coimbra, à primeira, com uma primeira grande ajuda


A duríssima pega do valente e poderoso Vasco Ponce (Montemor), à terceira, ao «brutal» toiro de Dr. António Silva


Para um grande toiro, um grande forcado: Francisco Cabaço
(Santarém) pegou brilhantemente à segunda o exemplar de
Murteira Grave, vencedor do Concurso de Ganadarias


Forcadão de antes quebrar que torcer: José Maria Cortes Pena
Monteiro na última grande pega da tarde, à segunda, com
grande ajuda do cabo seu irmão e de todo o Grupo, ao imponente
toiro de Veiga Teixeira (630 quilos!)

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