TELEGRAMA TAURINO
El reportaje de Muriel Feiner… Interesante mano a mano Borja y TomásValdemorillo: oreja por coleta en un mano a mano sin mucho motivoJosé Miguel Arroyo “Joselito “junto a Juan Ortega en la Peña Taurina TrianeraCARTEL FESTEJOS FERIA DE SAN ISIDROFeria de San Blas: Borja Jiménez y Tomás Rufo protagonizan un opaco mano a mano en Valdemorillo, aun con toros para el triunfo.Febrero, primer examen real de la temporada 2026.Tercera corrida del Serial Taurino León 2026: juventud a caballo y experiencia a pie.José Carlos Venegas invitado de lujo en el Cocido Taurino de GuadalajaraValdemorillo: Tomás Rufo, una sólida tarde y una obra de premio al encastado cuartoBorja no va de farolLa cogida a Borja Jiménez por el quinto toro en ValdemorilloAvance Valdemorillo: Oreja para Rufo del encastado cuartoEn vídeo: las extraordinarias verónicas de recibo de Borja Jiménez al «Valenciano» que abrió el dueloBorja Jiménez: una faena de entidad al primero de Capea para poner cara la tardeJulián Guerra decide habla claro tras lo sucedido el jueves en Madrid: «Borja merece otro respeto»Avance Valdemorillo: Borja Jiménez pone cara la tarde con una faena de gran entidad al primeroComunicado oficial del torero francés Clemente sobre su ausencia en las primeras corridas de torosLa peña taurina Luis Reina presenta un nutrido elenco de nombres para sus jornadas taurinas en AlmendralejoPresentado en Quintanar de la Orden el libro «Bravo Toledano»Emilio Serna, operado con éxito en Murcia de la fractura de tibia sufrida en Lima

Passou-se o quê para a «Palha Blanco» não encher ontem?…

Miguel Alvarenga – Forçosamente ausente por motivos profissionais (não taurinos), constato, com alguma surpresa e muita inquietação, que a corrida da ilustre Família Ribeiro Telles, de homenagem a António pelos 40 anos de alternativa, não esgotou, nem sequer encheu, ontem, a praça «Palha Blanco» – que, indiscutível e reconhecidamente, é a praça-talismã dos Telles. 

Registou, contra todas as expectativas, uma fraca e «envergonhada» entrada de dois terços – o que é estranho e preocupante. Era a terça-feira nocturna da Feira de Vila Franca, a data forte do ciclo. Eram os Telles todos na sua praça-talismã. Era a homenagem a António, o Califa de Vila Franca. Era a tradicional encerrona dos Forcados de Vila Franca, habitualmente denominada como a noite de exaltação ao brioso Forcados Vilafranquense. Passou-se o quê para este falhanço?…

Este filme dos Ribeiro Telles foi estreado há precisamente quarenta anos no Campo Pequeno, com lotação esgotada e memorável desempenho do patriarca Mestre David, que deu nesse noite a alternativa ao António, testemunhada pelos irmãos João e Manuel. Lembro-me desse êxito como se fosse hoje.

Anos mais tarde, já neste século XXI, houve duas reprises, também no Campo Pequeno e ainda com a presença do saudoso Mestre, que foram as alternativas de Manuel Telles Bastos e de João Ribeiro Telles. Outra vez com praça esgotada nas duas ocasiões (em anos diferentes).

O filme da ilustre Família Ribeiro Telles tornou-se um clássico, estilo «Ben-Hur», que se vê sempre com agrado, desde que não seja exageradamente repetido. E começa a ser. Talvez o problema seja esse. Ou outro, sei lá…

Já mais recentemente e ainda no reinado de Rui Bento à frente do Campo Pequeno, houve nova reprise que foi um novo sucesso, desta vez – e infelizmente – já sem o saudoso Mestre, com António, Manuel Bastos e João. E no ano passado, o mesmo Rui Bento estreou em Almeirim a nova versão – já com novos actores, os jovens António Filho e Tristão -, que Pombeiro repetiu este ano na primeira noite (lotação esgotada) da curtíssima temporada lisboeta.

Há menos de um mês, houve um filme parecido na Moita: João Telles lidou seis toiros e num deles repartiu praça com os primos Manuel Bastos, António Filho e Tristão. 

Parecendo que não, começou a haver uma repetição exagerada do filme. Mas os actores são bons e quando assim acontece, o público não se cansa de ver a fita mais que uma vez.

Se Almeirim e Lisboa registaram super-enchentes (lotações esgotadas, melhor dizendo), era de prever que ontem acontecesse o mesmo em Vila Franca – onde as razões para esgotar eram, à partida, mais fortes. A «Palha Blanco» é a praça dos Telles. António é o Califa da «Palha Blanco». Passou-se o quê, então?

O público fartou-se dos Telles? Credo! Isso nunca vai acontecer. Mais depressa fica o Tejo sem água…

O público, que já deixou as bancadas às moscas na primeira corrida desta «irrepetível» Feira de Outubro, no domingo passado, não encheu ontem a «Palha Blanco» em sinal de protesto (que está a ser muito sonoro nas redes sociais) pelo facto de o empresário Ricardo Levesinho «substituir» amanhã Morante pelo novilheiro praticante Tomás Bastos, em vez de trazer outra primeira figura a fazer as vezes do génio de La Puebla? 

Também não acredito nesta hipótese. Vila Franca procurava há anos um ídolo novo. Encontrou-o, por fim, na jovem figura de Tomás Bastos. Voltar a vê-lo na «Palha Blanco» era um desejo dos aficionados da «Sevilha portuguesa». Não vem Morante, nem é substituído. Mas o empresário compensou os aficionados com a incorporação da nova estrela no cartel. Não há assim muitas razões para grandes protestos, a não ser que sejam, apenas e só, pela costumeira maldade de estar contra… Ou há?

Passou-se então o quê? Chegámos ao final da temporada e as pessoas estão já fartas de ver sempre mais do mesmo? Levesinho deveria ter guardado a cartada do filme Telles para a alternativa de Tristão no ano que vem, não insistindo na repetição nesta Feira de Outubro, depois de já todos terem visto este ano o filme no Campo Pequeno? Talvez, sei lá…

E quem não foi, perdeu ontem um grande filme? 

Pelo que li e pelo que me contaram, a noite ficou marcada pela emotiva homenagem a António Telles, que depois sofreu um susto (violento encontrão contra as tábuas), mas depressa se reencontrou, triunfando; por uma actuação «do outro mundo» de João Telles, a melhor da temporada, dizem, com um belíssimo toiro de Passanha (ganadeiro deu volta à arena e tudo!); por dois grandes ferros curtos de Manuel Telles Bastos, daqueles que levantam uma praça (e levantaram-na!) no toiro sobrero de Jorge Mendes (porque o seu Passanha foi devolvido aos currais por notórias deficiências); por uma boa lide de António Filho; por uma actuação irregular de Tristão; e pela lide final de outro toiro de Jorge Mendes pelos cinco Telles, à moda da Torrinha.

Noite grande dos Forcados de Vila Franca, com uma pega enorme de Guilherme Dotti (a consagrar-se como figura importantíssima da arte de pegar toiros!) à terceira tentativa ao quinto toiro da corrida; e as restantes efectuadas pelo cabo Vasco Pereira (à primeira), por Vasco Carvalho (à primeira, também), por Lucas Gonçalves (à segunda), por Rodrigo Andrade (à terceira), que deu volta com o primeiro ajuda; e por Rafael Plácido (à primeira).

Resumindo e concluindo: esta Feira de Outubro em Vila Franca não está a ter, nem de longe, nem de perto, a adesão de público que se esperava. A primeira corrida (mista) esteve às moscas; a de ontem, que tinha que encher, ficou-me pelos dois terços das bancadas preenchidos.

A ver vamos como é amanhã. Para depois tirarmos conclusões e percebermos se foi uma feira «irrepetível» no bom ou no mau sentido…

Fotos D.R.

Leer máshttp://farpasblogue.blogspot.com/

By

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Related Posts

No widgets found. Go to Widget page and add the widget in Offcanvas Sidebar Widget Area.