TELEGRAMA TAURINO
El reportaje de Muriel Feiner… Samuel Castrejón salió por la puerta grande de ValdemorilloAsí fue la semana cultural del Carnaval de Autlán de la Grana 2026Samuel Castrejón abre la Puerta Grande en su debut con picadores en la primera de Valdemorillo (Fotos)“México es Taurino”: inicia la conmemoración de 500 años con llamado a reconocer su valor cultural y dar certeza jurídica a las comunidadesCARTEL FERIA TAURINA DE BRIHUEGASamuel Castrejón, primer impacto de la temporada: sale a hombros en Valdemorillo con su extraordinario concepto.Gala de San Isidro: Borja Jiménez reta a Roca Rey a lidiar juntos los ‘victorinos’ en la Feria de Otoño.La Corrida de la Prensa alcanza su 126 edición con uno de los principales carteles de la Feria de San Isidro: Roca Rey, Diego Urdiales y Bruno Aloi.Castrejón se destapa en el arranque de ValdemorilloEl 28 de Febrero inician las XXV Jornadas Taurinas 2026 de Villaseca de la SagraEmotiva reaparición de Sergio Rollón en ValdemorilloMadrid presenta San Isidro 2026 en una gala que inicia el cambio de era del toreo«Es un sueño llegar por primera vez a una plaza de segunda categoría; trabajaremos durante todo el año con la afición de Algeciras»Nombres de leyenda en las XXV Jornadas Taurinas de Villaseca de la SagraEMSA presenta una importante Temporada de Novilladas 2026 en el coso San Marcos de AguascalientesEmotiva reaparición de Sergio Rollón con el cuarto novilloLa emotiva ovación de Valdemorillo a Sergio Rollón en su reapariciónGonzalo Caballero reconoce públicamente el error de haberse anunciado en Madrid en 2022 y lanza un mensaje de esperanza para esta temporadaSiga en directo la novillada que abre San BlasPresentan la lista de precios para la corrida del 22 de febrero en la Monumental de Mérida, Yucatán

Lourenço Luzio: um Senhor que vai fazer falta à Festa

Miguel Alvarenga – É assim, como ele está nas duas fotos de cima, que vou sempre recordar o Lourenço Luzio. Porque ele era isto mesmo. Aquele bom ar, aquela educação, aquele olhar franco, aquele sorriso meigo.

Morreu hoje, tinha 71 anos, faria 72 no próximo dia 1 de Maio. Nasceu em 1953. E cedo, ainda novo, lhe veio a aficion e o entusiasmo pelos toiros. Porquê não sei, não sei muita coisa dele, tive a honra e o orgulho de o ter como meu Amigo, sempre delicado, sempre com aquela cortesia quase britânica, meio fidalga. Mas nunca lhe fiz muitas perguntas sobre a sua história. Podia ter-lhe feito uma entrevista, penso agora.

Era um homem divertido, conhecedor e grande entusiasta do meio tauromáquico e da sua cultura, ao ponto de ter deixado essa obra fantástica que é a Tertúlia «Velha Guarda», na sua Azambuja tão querida, onde recebia os amigos – convidou-me milhares de vezes e eu acabei por nunca lá ir…

Com apenas 14 anos, em Outubro de 1967, estreou-se como toureiro a pé numa das primeiras praças de toiros que existiram em Azambuja, a Monumental «Caixote». Dizem que tinha jeito e intuição, que toureava bem a pé. Mas acabou por ser nos forcados que escreveu história, no seu Grupo de Amadores de Azambuja, onde militou durante 18 temporadas, nos «anos de ouro», como dizia, de 60 e 70, anos de imenso entusiasmo e histórias únicas – que gostava de contar, sem vaidade, antes com orgulho.

Era um defensor acérrimo da tauromaquia e dos seus intervenientes, mas era sobretudo um grande fã do toureio a pé. E estava em Espanha sempre que podia.

Foi, mais tarde, um competente e rigoroso director de corridas. Granjeou simpatias e conquistou o respeito e a admiração dos artistas e dos aficionados. 

A morte prematura de sua Mulher, ainda nova, que conheci, deitou-o abaixo, mas levantou-se, sem nunca a esquecer, pôs-se outra vez de pé, com o apoio dos dois filhos, a Maria José e o Sebastião, com o apoio dos amigos. No final da vida, teve a seu lado uma companheira que foi um apoio notável e de uma dedicação extrema – é preciso dizê-lo.

Nas duas fotos de cima, a primeira nos tempos da pandemia, o Lourenço aparece comigo e com o Carlos Pimentel, o eterno novilheiro de Azambuja – com o qual toureou em 1967 na tal estreia como espada, e também com Manuel Tavares e a célebre Ana Maria; na segunda foto está com o Luis Miguel Pombeiro, empresário da praça de Azambuja, que no dia 8 de Outubro do ano passado teve o bonito gesto de homenagear o nosso querido Lourenço, já bastante debilitado, naquela que foi uma das últimas corridas da temporada. As homenagens devem ser feitas com as pessoas vivas – e Pombeiro fê-lo. O Lourenço ficou grato, mas todos percebemos que ele sabia que era a última.

O Lourenço foi um Pai extremoso, um Avô adorável. Um marido exemplar. Um amigo dos de verdade. Normalmente, quando uma pessoa morre, todos usam o lugar comum de dizer e escrever que era muito bom. Mas há os que o eram mesmo. O Lourenço era muito bom.

Esteve consciente até ao fim. E sabia que o fim não tardava.

O telefonema que hoje me fez o nosso comum amigo José Luis Gomes já eu esperava há algum tempo. Todos sabíamos, infelizmente, que esta era a crónica de uma morte anunciada. Caíu-me uma lágrima. Ou mais. De saudade. De amizade. E de respeito por um Homem, por um Senhor, que eu sei que vai fazer falta à nossa Festa. Que era dele. Que ele amava. 

É uma merda, a vida. 

Descansa em paz, Lourenço.

Fotos M. Alvarenga 

Leer máshttp://farpasblogue.blogspot.com/

By

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Related Posts

No widgets found. Go to Widget page and add the widget in Offcanvas Sidebar Widget Area.