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O país mudou… e a tauromaquia, ganha alguma coisa com isso?

Miguel Alvarenga – Portugal mudou, tinha que mudar. Resta agora saber que benefícios para a tauromaquia trará esta mudança. Se finalmente baixa o IVA dos espectáculos tauromáquicos. Ou se fica tudo na mesma, como a lesma.

Assisti com o habitual entusiasmo (maior que em outras noites eleitorais, confesso) e desta vez com algum optimismo, ao complicado desenrolar dos resultados – que praticamente se traduziram num quase-empate, com distintos significados e diferentes interpretações, entre a AD e o PS; e numa vitória estrondosa (esperada) do Chega, que quadruplicou o número de deputados (tinha 12 e tem agora 46); mas também, há que ser justo e reconhecer, numa vitória do Livre, que tinha um deputado e passa a ter quatro. 

O partido (chamam-lhe a, mas…) Iniciativa Liberal ficou praticamente como estava, com pouco mais que 5%, desta vez sem entusiasmar o eleitorado mais jovem, como tinha acontecido quando foi novidade.

O Bloco de Esquerda não chegou aos 5% e o PCP ficou-se pelos 3.30‰ com três deputados. Houve tempos em que éramos – e tínhamos mesmo que o ser – fervorosos anti-comunistas, quando Cunhal tentou fazer deste país mais um satélite soviético; houve tempos em que o PCP foi, de facto, um perigo para todos. Mas hoje em dia já nem existe comunismo, o PCP tornou-se simpático e até defende as touradas. Tinha pena, confesso, se tivesse desaparecido do Parlamento. 

Quem não desapareceu, para mal dos nossos pecados, foi a menina do PAN, partido que volta a tê-la como única deputada.

E regressou ao Parlamento, à boleia do PSD, o CDS – que nunca deveria ter desaparecido em combate e que é, desde sempre, um partido que nunca virou a cara à defesa da tauromaquia e da nossa cultura. Aplaudo o regresso a São Bento.

Pelo meio, houve uma inesperada votação no novo partido ADN, muito provavelmente resultado da confusão (com a AD) que a sigla provocou no eleitorado, sendo estranho que a Comissão Nacional de Eleições ou quem manda nisso tivesse autorizado tal semelhança de siglas entre dois partidos…

A AD, que não tem nada que ver com a verdadeira AD de Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Gonçalo Ribeiro Telles (que diferença, meu Deus!) ganhou «à tabela». Montenegro afastou deputados que eram grandes defensores da tauromaquia, casos de Fernanda Velez e António Prôa, nunca o ouvimos falar da arte que defendemos, é, por isso, uma grande incógnita.

O PS passou de uma maioria absoluta (recheada de escândalos) para menos de 30% – o que, doa a quem doer, se traduz numa derrota estrondosa (e esperada). Mas há que reconhecer a dignidade com que ontem à noite Pedro Nuno Santos reconheceu a derrota. 

Por fim, o Chega. Um furacão que virou o país à direita, como hoje titula em manchete o «Correio da Manhã». 

Tem reconhecidos aficionados nas suas fileiras, o nosso Pedro Pinto, e também, Ricardo Dias Pinto e Rodrigo Alves Taxa, que agora são igualmente deputados. E André Ventura já disse em tempos que não é aficionado, mas que respeita e defenderá a cultura portuguesa e, por consequência, a corrida de toiros. O Chega tem, contudo, como nova deputada, uma ex-activista do PAN – o que não é, nem pode ser, um bom sinal. 

Seja como for, o Chega é, indiscutivelmente, o grande vencedor das eleições deste domingo. Passou de 12 para 46 deputados. Ultrapassou um milhão de votos e foi a força política mais votada no Algarve.

Calaram-se os comentaristas-malabaristas que só disseram parvoíces durante a campanha eleitoral. Estão caladinhos que nem ratos desde ontem, mal intervieram nas televisões.

E os directores das empresas de sondagens, se tivessem alguma vergonha nas caras, demitiam-se em peso depois de se ter concluído, uma vez mais (alguém ainda tinha dúvidas?) que as sondagens são uma das maiores aldrabices que se fazem neste país…

Vamos agora aguardar serenamente. Mesmo, aparentemente, sem Federação PróToiro – que deixou de dar sinais de vida… -, haja alguém que chegue à fala com os vencedores. E nos traga notícias sobre se esta mudança também muda alguma coisa (para melhor) na tauromaquia… ou se fica tudo igual e tudo mal, como estava.

Foto: manchete de hoje do «Correio da Manhã»

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