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Francisco Mira, director do site «Tauronews», arrasa PróToiro


Pela sua importância, pela sua acutilância e pela sua coragem, transcrevemos na íntegra e com a devida vénia, o artigo ontem dado à estampa por Francisco Mendonça Mira no site «Tauronews», que dirige, em resposta à afronta da Federação PróToiro, alegada defensora da tauromaquia, que veio propor às empresas o pagamento de anúncios das suas corridas na sua pouco lida página Touradas da rede Facebook, numa vergonhosa e inaceitável manifestação de concorrência desleal e nada ética aos orgãos de comunicação social que prestam esse serviço e vivem precisamente das receitas publicitárias. A PróToiro, para variar, meteu água e voltou a demonstrar que não serve para nada, a não ser para tentar sacar dinheiro aos empresários e aos toureiros, sem que ninguém tenha ainda entendido a que se destinam essas verbas que arrecadam. É tempo de desmascarar esta alegada federação – que deveria ter por missão promover e divulgar a Festa e as touradas e não cobrar dinheiro às empresas para o fazer!

Ausência de valores

A minha participação activa neste órgão de comunicação social (OCS), ultimamente tem sido escassa ou até nenhuma à vista dos nossos leitores. Cingida apenas a temas do foro económico financeiro, deixando a parte editorial e publicitária para os colaboradores da Tauronews. No entanto, e após a comunicação emitida ontem por parte da Protoiro, não posso ficar indiferente perante tamanho atropelo ético/profissional.

Importa esclarecer que enquanto Forcado e aficionado sempre fui e serei um defensor da Federação Protoiro. Por esse motivo e enquanto gestor e sócio deste OCS, sempre decidi que o caminho seria dar a cara e ajudar no que estivesse ao alcance da Tauronews para que os objetivos da Protoiro, defender a festa, unir sectores e formar novos aficionados, fossem logrados com sucesso. Assim o fizémos sempre, desde os inícios da Tauronews, sem nunca hesitar e sem arrependimento, pois estou em crer que foi o correcto.

A Tauronews, tal como a maioria dos OCS, mantém a sua estrutura à base de publicidade paga, e no nosso caso, paga apenas pelas empresas tauromáquicas para a promoção das suas corridas até à data da sua realização. Como “consequência” temos a concorrência natural dos vários players do mercado, que por si trabalham para uma maior e melhor entrega e eficiência na prestação dos respetivos serviços para que obtenham a preferência dos clientes. Este é o funcionamento normal da esfera empresarial mundial, oferecer o melhor equilíbrio possível entre preço e qualidade de maneira a conseguir mais e melhores clientes.

Foi com surpresa que tomámos conhecimento da nova proposta da Protoiro, enviada ontem através de um comunicado publicado no whatsapp, no grupo da APET. Uma  oferta de comunicação onde a Federação, através da sua marca Touradas, propõe aos empresários o pagamento de um fee adicional à Portoiro, por espetáculo, de modo a que o seu evento possa ser publicitado através das redes socias da mesma. Uma clara violação do objeto social da Federação, que partilharei abaixo, e ao mesmo tempo criando concorrência direta e pouco ética a todos os agentes taurinos que de facto estão habilitados para o mesmo.

Segundo os estatutos desta Federação é objeto da Protoiro “a dignificação, a divulgação, a promoção e a defesa das actividades taurinas em Portugal, actuando como entidade representativa e aglutinadora de todos os agentes da tauromaquia nacional”. É ainda sua responsabilidade “divulgar, nomeadamente através da comunicação social, todos os eventos tauromáquicos que se realizem em Portugal”, promovendo “a união e o consenso de todos os agentes da tauromaquia, com o objetivo claro de conseguir que todos desenvolvam as suas atividades de forma sã, contribuindo para o enraizamento e para o progresso da tauromaquia em Portugal”.

Estas responsabilidades acarretam necessariamente custos associados ao seu desenvolvimento. Nesse sentido a Federação Protoiro, segundo o exposto nos seus estatutos, pode obter esse mesmo financiamento/receitas, através de 3 “modalidades” que reproduzimos abaixo:

Constituem receitas da Federação a jóia de inscrição e as quotizações a pagar pelos Associados, ambas fixadas no Regulamento Interno
Constituem receitas da Federação as contribuições a ela efectuadas pelos Agentes profissionais da tauromaquia e que serão definidas e fixadas pelo Regulamento Interno
Serão, também, receitas da Federação os rendimentos provenientes de bens próprios da Federação, receitas provenientes de actividades sociais, liberalidades que sejam aceites pela Federação ou subsídios que lhe venham a ser atribuídos, entre outras.

Sendo esta defesa financiada através das três “modalidades” apresentadas acima resta-nos concluir que para além da falta de ética e incumprimento daquele que é o objeto social da Protoiro, a Federação está também a incumprir a nível profissional tentando gerar receitas através de atividades/negócios não contemplados nos seus estatutos, o que levanta também dúvida quanto à legalidade do mesmo.

É esta ausência de valores que o título explana, pois fica claro que é responsabilidade da Protoiro dar a todos os empresários, e a todas as suas corridas, o mesmo tipo de tratamento,  visibilidade e promoção. Não o fazendo, e sobrecarregando os mesmos com encargos extras, entram num claro conflito com os empresários (face à exigência de valores extras para uma promoção que conta das suas obrigações) e órgãos de comunicação social, agentes da festa que também o são, responsáveis por esta promoção e divulgação.

A Tauronews, após tomar conhecimento desta nova proposta, enviou uma carta aos dirigentes da Protoiro e da APET, evidenciando o seu descontentamento e justificando o mesmo, obtendo resposta esta tarde por parte do Presidente da APET, Paulo Pessoa de Carvalho. Apesar dessa resposta, a falta de consideração demonstrada pela Protoiro obriga-me, em nome da Tauronews, a demonstrar publicamente a nossa desilusão e indignação, pela falta de ética e de profissionalismo apresentado pela Federação.

Não me cabe a mim, neste artigo avaliar o desempenho da Federação, nem tão pouco cobrar pelo o que sempre oferecemos, no entanto não esquecemos que rapidamente toda a nossa entrega e dedicação é posta em causa por alguém que devia estar preocupado com tantos outros assuntos… Despeço-me com a esperança que certos impulsos, como o demonstrado, sejam no futuro repensados para que os verdadeiros valores da festa brava predurem.

Francisco Mendonça Mira

«Tauronews»


Foto M. Alvarenga

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